quarta-feira, junho 24

Tristeza.

E lá vem ela, toda elegante na sua fantasia de coisa boa. E chega tão suavemente que dá arrepio na espinha. Não sei sua origem e nem destino, mas tenho medo do que ela poderá fazer comigo. Todas as suas curvas, passos e os tropeços que ela provoca, todas suas angústias, todas as lágrimas já choradas voltam. A cabeça repleta de coisas ruins sem saber o que pensar direito. Nessa tristeza tão inocente o ser mudo toma conta do corpo e, com medo de machucar alguém, a boca fica calada. Talvez ela seja produto do cérebro ou uma ardente consequência da vida, mas não importa a origem e nem seu destino, ela está aqui e o que está por vir ninguém sabe. Você morre ou se livra (já que viver nessa abstinência não dá). Os movimentos do corpo apelam para o oposto.
A mente cansada e confusa, as mãos a esperar, o lugar vazio, uma mentira seca e a tristeza profunda. Nesse auge a fantasia elegante já deve estar no chão.

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