segunda-feira, junho 29

quinta-feira, junho 25

Outra parte da minha insanidade.

Parece cocaína
Mas é só tristeza
Talvez tua cidade
Muitos temores nascem
Do cansaço e da solidão
Descompasso, desperdício
Herdeiros são agora
Da virtude que perdemos...
(...)
Dissestes que se tua voz
Tivesse força igual
À imensa dor que sentes
Teu grito acordaria
Não só a tua casa
Mas a vizinhança inteira...


Há tempos - Legião.

Uma parte da minha insanidade.

É ficar o dia inteiro sem comer. É ficar a vida inteira esperando os que mentem admitirem seus erros. É ficar o dia inteiro sem tomar água porque sua cabeça faz você pensar que quanto mais água tomar, mais lágrimas irão sair. E você não quer mais chorar.
É deitar pra dormir e ficar remoendo até as 6 da manhã suas dores. É querer tirar o pano daquilo que está sendo escondido, você vive numa dor silenciosa que parece uma faca fincada em seu peito. Uma dor que aumenta cada hora que passa...






- como diria Cazuza "eu ando tão down".

Help.

Até mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma.


Aos poucos você vai se acabando, se derrotando. Morrendo.
Só porque as lágrimas não param de cair e você soluça...

quarta-feira, junho 24

Tristeza.

E lá vem ela, toda elegante na sua fantasia de coisa boa. E chega tão suavemente que dá arrepio na espinha. Não sei sua origem e nem destino, mas tenho medo do que ela poderá fazer comigo. Todas as suas curvas, passos e os tropeços que ela provoca, todas suas angústias, todas as lágrimas já choradas voltam. A cabeça repleta de coisas ruins sem saber o que pensar direito. Nessa tristeza tão inocente o ser mudo toma conta do corpo e, com medo de machucar alguém, a boca fica calada. Talvez ela seja produto do cérebro ou uma ardente consequência da vida, mas não importa a origem e nem seu destino, ela está aqui e o que está por vir ninguém sabe. Você morre ou se livra (já que viver nessa abstinência não dá). Os movimentos do corpo apelam para o oposto.
A mente cansada e confusa, as mãos a esperar, o lugar vazio, uma mentira seca e a tristeza profunda. Nesse auge a fantasia elegante já deve estar no chão.

quinta-feira, junho 18

Cry, cry baby!

E ele só quer o leite.
É como aquela menina que se atrapalha toda, queima o circo e só quer o algodão doce.


As vezes consigo ser pior que ela.


Obs.: Quero que ninguém comente nesse meu post idiota, obg.

Pitty.

Novo CD em agosto hein?? ;D

Um certo Frejat

Nesse canto sou Cazuza

Mas, deus, preciso de um Frejat

Pra colocar cor e ritmo!

Eu estou mal

No hospital cheio de beija-flor

Água com açúcar para esse nobres voadores

Por favor!

Ando de bar em bar

A vodka me fascina

Mas, deus,

Cadê o meu Frejat?

Nesse canto sou homem

Que vira poesia

Ritmos e amores usurpados

Amores vampirescos

Mas preciso de um Frejat

Pra colocar ritmo e cor

No meu canto

Preciso do Frejat.




Inspiração: Cazuzation, obvio! ;D

Memórias de uma mente sem perdão.

O resto de minhas memórias, é a última coisa que tenho. Me acorde!!! Verão logo vem, logo passará. Tão inocente, o último. Me acorde, o tempo está passando. Faz 5 anos aqui. Está chovendo.... chovendo... Chovendo estrelas. Minha dor chove o resto das memórias que tenho. “Cadê meu pai?? Cadê meus 20 anos?”.


Obs.: Título legal do post hein? haehaiuehaieha

Agaaaain!

Querer, lutar e estar no auge da vida, feliz, com sorriso na cara, nos ajudam, e depois por um erro falhado e sangrado cair, se despedaçar, e sentir quanto que é frio o chão, ou o mar de mergulhar numa solidão de você mesmo, e você não se encontra, percebe q não adiantou subir aqueles degraus todos, e não se dá conta como é útil errar no auge, onde suas asas cortam o vento da escuridão. Percepção errada! Passar pelo mesmo caminho e paisagens nos ajudam muito a perceber como somos tão idiotas, como somos tolos e fúteis na hora em que mais precisamos de nós mesmos, somos ignorantes diante de nosso espelho, e sem querer cometemos o erro da burrice, mas ninguém pode fugir de suas falhas, mas podem concerta-las, e a maioria dos seres, quando cai, tem preguiça de caminhar, de subir, de estar no auge novamente por medo de cair, e acabam escolhendo outro caminho, no qual não sabe se vai errar e não cair, ou vai se desequilibrar e acabar sentindo o vento com vida e com uma velocidade imensa dentro da boca.
Temos medo do novo e do já conhecido, e nada disso me comove. Eu não sei todos os segredos da vida mas o "bung jump" do nosso caminho, da nossa escadaria e dos nossos tropeços nunca terá corda até pararmos de sermos tão idiotas quanto já somos mais.

Metamorfose

Eu posso ser o céu
posso ver você lá de cima
Eu queria perder um pouco do meu controle
fazer você gostar de mim
e não importa se você gostaria como eu gosto de você

Toda noite você vem
Toda noite sonho com você
Mas não quero ficar solitária
Eu posso ver,
Faço tudo por você

Das suas mentiras eu cansei
Fale dos seus sentimentos
Quero sentir que você pode mais que eu
E tenho medo de não poder mais com você

Posso ser o vendaval que te derruba
O chão que te segura
A lágrima que brota no teu olho
Mas, querido, não se aflija
Eu posso ser mais que você
Eu sinto algo que você não pode sentir

Chore por mim
Clamarei por você
Grite por mim
Irei te socorrer
Venha a mim
Que farei você como eu
Você pode poder como eu posso
Basta querer, basta vir

Minha única mentira nos meus olhos
Pelo espaço novamente um novo céu
Faça algo por mim, seja como eu
Seja as nuvens, mude o tempo
Largue tudo e venha
Eu sei que você consegue ser melhor

Eu tenho um corvo de olhos brilhantes
Dizem que ele come minha carne toda noite
Dizem que não posso saber
Não sei o por quê
Pois as feridas na minha alma doem mais


10.abril.2007

Um Cemitério ao Pé do Mar

Um dia descobri que perto do sítio onde costumo sentar-me existe um cemitério escondido, numas grutas. Esse cemitério é usado por freiras que aí enterram os despojos mortais das suas irmãs. Uma vez cheguei pouco antes de entardecer e seis delas, apressadas, carregavam um caixão através do areal. Escondi-me atrás de uma rocha e observei com cuidado as suas expressões, mas não pareciam de pesar ou dor, antes ansiosas e inquietas. Isso intrigou-me, e quando elas saíram da gruta rapidamente, olhando constantemente para trás, eu voltei lá, e investiguei o local.

As grutas eram muito maiores do que aparentavam ser de fora, e, no total, calculo que deviam albergar cerca de cinqüenta esquifes, de diferentes tamanhos, tipos de madeira e épocas. Havia ramos de flores já secas perto de todos eles, mas nada junto dum outro, colocado muito à parte, no fundo da gruta. Percebi imediatamente que era aquele que as freiras tinham vindo depositar e aproximei-me, com certa curiosidade. Numa faixa roxa pregada ao pinho grosseiro, lia-se: "Aqui jaz a Irmã Sem Nome, que viveu e morreu como uma pecadora, e assim desceu à Casa da Morte, sem Cruz e sem Luz, despida da Graça de Deus. Paz à sua alma. Amém".

Não pude conter-me, e fui buscar uns pedaços de madeira a um canto da gruta para que servissem de alavanca para abrir aquele caixão tosco. Quando consegui, já quase de noite, senti-me derramar para dentro daquela mulher que, completamente despida e gelada, fitava-me com os seus olhos verdes sofredores, enquanto me dizia, baixinho:

- Arranca-me isto do coração, arranca-me isto do coração, que me dói tanto, ai, tanto...

A voz extinguiu-se num gemido abafado de dor, e ela cerrou os olhos um instante. Eu arranquei-lhe a estaca afiada do peito, e sorri-lhe. Passado um pouco, ela já conseguia levantar-se, e abraçamo-nos, sem uma palavra. Saímos da gruta mais tarde, quando a Noite já ia alta, e dançamos lentamente, em frente ao mar, molhadas pelas ondas, como se fossemos bonecas de porcelana que, imóveis e sisudas durante o dia, de madrugada se transformam em bailarinas, animadas pelos raios de luar.

Abracei-me a ela, e deixamo-nos levar pelas ondas, até ao fundo do oceano. A ferida dela ainda sangrava, de quando em quando, e ela lambia as minhas, para que pudéssemos sarar juntas.

Faço deste lugar a minha morada por longas temporadas. Depois de ter encontrado este cemitério ao pé do mar nunca mais fiquei sozinha, e já tenho alguém com quem falar através do silêncio.




Trecho do capítulo Um Cemitério ao Pé do Mar-"Diário de Pesadelos" (Matilda Neves)

terça-feira, junho 16

Um dos poucos e bons.

Eu não queria sentir isso. É algo que te corrói, e corrói meeeeeeeeeesmo! Porque é algo que você guarda pra si e deixa a sete chaves do mundo, e se alguém pergunta se você está bem, você faz questão de dizer que está. É algo tão egoísta que não vale nem um post nesse terrível blog. E o título do mesmo é algo bom, mas o conteúdo é péssimo. Espero que vocês nunca vão ler uma postagem só porque o título é legal, geralmente é melancolico e te dá vontade de nunca ter lido aquilo.


Se eu pudesse tirar isso do mundo, eu, COM CERTEZA, tiraria.

Nunca preste;

atenção demais, você sempre acaba ferido. :~~~~~~~~~~~~~~~~~~

quinta-feira, junho 4

Espelho do frio que vem e te mata! HAHAHAHA

Me olho e penso: "força na peruca maaa!". Estou com dores. Garganta, cabeça, estômago, nas pernas, braços, mãos, pés, joelho e o que mata são as dores nas costas, acho que é pelo frio que tenho sentido. Não me lembrava que frio fosse tão dolorido. Mas só com ele vem as dores e nada passa em branco, é dor de garganta, cabeça, estômago, nas pernas, braços, mãos, pés, joelho, inclusive nas costas.





E eu sinto que isso só irá passar quando a primavera chegar, só que o inverno nem se iniciou.

Nada de Bem Estar.

Não sei, tem alguma coisa me incomodando e eu nem faço ideia do que seja. As vezes tenho a impressão que algo muito ruim irá acontecer e outras vezes penso que é bobagem. Mas essa sensação é algo que vai te corroendo por dentro e acaba doendo. Eu queria que isso parasse, tampouco ameniza, a única opção que resta é não dar muita trela pra esse corroer. E eu torço muito, mas muito mesmo, que não aconteça nada.