segunda-feira, junho 29
quinta-feira, junho 25
Outra parte da minha insanidade.
Mas é só tristeza
Talvez tua cidade
Muitos temores nascem
Do cansaço e da solidão
Descompasso, desperdício
Herdeiros são agora
Da virtude que perdemos...
(...)
Dissestes que se tua voz
Tivesse força igual
À imensa dor que sentes
Teu grito acordaria
Não só a tua casa
Mas a vizinhança inteira...
Há tempos - Legião.
Uma parte da minha insanidade.
É deitar pra dormir e ficar remoendo até as 6 da manhã suas dores. É querer tirar o pano daquilo que está sendo escondido, você vive numa dor silenciosa que parece uma faca fincada em seu peito. Uma dor que aumenta cada hora que passa...
- como diria Cazuza "eu ando tão down".
Help.
Aos poucos você vai se acabando, se derrotando. Morrendo.
Só porque as lágrimas não param de cair e você soluça...
quarta-feira, junho 24
Tristeza.
A mente cansada e confusa, as mãos a esperar, o lugar vazio, uma mentira seca e a tristeza profunda. Nesse auge a fantasia elegante já deve estar no chão.
quinta-feira, junho 18
Cry, cry baby!
É como aquela menina que se atrapalha toda, queima o circo e só quer o algodão doce.
As vezes consigo ser pior que ela.
Um certo Frejat
Nesse canto sou Cazuza
Mas, deus, preciso de um Frejat
Pra colocar cor e ritmo!
Eu estou mal
No hospital cheio de beija-flor
Água com açúcar para esse nobres voadores
Por favor!
Ando de bar em bar
A vodka me fascina
Mas, deus,
Cadê o meu Frejat?
Nesse canto sou homem
Que vira poesia
Ritmos e amores usurpados
Amores vampirescos
Mas preciso de um Frejat
Pra colocar ritmo e cor
No meu canto
Preciso do Frejat.
Inspiração: Cazuzation, obvio! ;D
Memórias de uma mente sem perdão.
Obs.: Título legal do post hein? haehaiuehaieha
Agaaaain!
Temos medo do novo e do já conhecido, e nada disso me comove. Eu não sei todos os segredos da vida mas o "bung jump" do nosso caminho, da nossa escadaria e dos nossos tropeços nunca terá corda até pararmos de sermos tão idiotas quanto já somos mais.
Metamorfose
posso ver você lá de cima
Eu queria perder um pouco do meu controle
fazer você gostar de mim
e não importa se você gostaria como eu gosto de você
Toda noite você vem
Toda noite sonho com você
Mas não quero ficar solitária
Eu posso ver,
Faço tudo por você
Das suas mentiras eu cansei
Fale dos seus sentimentos
Quero sentir que você pode mais que eu
E tenho medo de não poder mais com você
Posso ser o vendaval que te derruba
O chão que te segura
A lágrima que brota no teu olho
Mas, querido, não se aflija
Eu posso ser mais que você
Eu sinto algo que você não pode sentir
Chore por mim
Clamarei por você
Grite por mim
Irei te socorrer
Venha a mim
Que farei você como eu
Você pode poder como eu posso
Basta querer, basta vir
Minha única mentira nos meus olhos
Pelo espaço novamente um novo céu
Faça algo por mim, seja como eu
Seja as nuvens, mude o tempo
Largue tudo e venha
Eu sei que você consegue ser melhor
Eu tenho um corvo de olhos brilhantes
Dizem que ele come minha carne toda noite
Dizem que não posso saber
Não sei o por quê
Pois as feridas na minha alma doem mais
10.abril.2007
Um Cemitério ao Pé do Mar
Um dia descobri que perto do sítio onde costumo sentar-me existe um cemitério escondido, numas grutas. Esse cemitério é usado por freiras que aí enterram os despojos mortais das suas irmãs. Uma vez cheguei pouco antes de entardecer e seis delas, apressadas, carregavam um caixão através do areal. Escondi-me atrás de uma rocha e observei com cuidado as suas expressões, mas não pareciam de pesar ou dor, antes ansiosas e inquietas. Isso intrigou-me, e quando elas saíram da gruta rapidamente, olhando constantemente para trás, eu voltei lá, e investiguei o local.
As grutas eram muito maiores do que aparentavam ser de fora, e, no total, calculo que deviam albergar cerca de cinqüenta esquifes, de diferentes tamanhos, tipos de madeira e épocas. Havia ramos de flores já secas perto de todos eles, mas nada junto dum outro, colocado muito à parte, no fundo da gruta. Percebi imediatamente que era aquele que as freiras tinham vindo depositar e aproximei-me, com certa curiosidade. Numa faixa roxa pregada ao pinho grosseiro, lia-se: "Aqui jaz a Irmã Sem Nome, que viveu e morreu como uma pecadora, e assim desceu à Casa da Morte, sem Cruz e sem Luz, despida da Graça de Deus. Paz à sua alma. Amém".
Não pude conter-me, e fui buscar uns pedaços de madeira a um canto da gruta para que servissem de alavanca para abrir aquele caixão tosco. Quando consegui, já quase de noite, senti-me derramar para dentro daquela mulher que, completamente despida e gelada, fitava-me com os seus olhos verdes sofredores, enquanto me dizia, baixinho:
- Arranca-me isto do coração, arranca-me isto do coração, que me dói tanto, ai, tanto...
A voz extinguiu-se num gemido abafado de dor, e ela cerrou os olhos um instante. Eu arranquei-lhe a estaca afiada do peito, e sorri-lhe. Passado um pouco, ela já conseguia levantar-se, e abraçamo-nos, sem uma palavra. Saímos da gruta mais tarde, quando a Noite já ia alta, e dançamos lentamente, em frente ao mar, molhadas pelas ondas, como se fossemos bonecas de porcelana que, imóveis e sisudas durante o dia, de madrugada se transformam em bailarinas, animadas pelos raios de luar.
Abracei-me a ela, e deixamo-nos levar pelas ondas, até ao fundo do oceano. A ferida dela ainda sangrava, de quando em quando, e ela lambia as minhas, para que pudéssemos sarar juntas.
Faço deste lugar a minha morada por longas temporadas. Depois de ter encontrado este cemitério ao pé do mar nunca mais fiquei sozinha, e já tenho alguém com quem falar através do silêncio.
Trecho do capítulo Um Cemitério ao Pé do Mar-"Diário de Pesadelos" (Matilda Neves)
terça-feira, junho 16
Um dos poucos e bons.
Se eu pudesse tirar isso do mundo, eu, COM CERTEZA, tiraria.
quinta-feira, junho 4
Espelho do frio que vem e te mata! HAHAHAHA
E eu sinto que isso só irá passar quando a primavera chegar, só que o inverno nem se iniciou.