Andando,
Todo destroçado,
Sem jeito,
Com desgosto
De não ser amado.
Criatura que, por azar
De suas escolhas,
Foi mal tratado.
O cara de papelão
Está pedindo ajuda.
Fartura de nada.
- Uma dose de amor,
Por favor.
A imagem do cidadão,
Da criatura
Que não queremos ser.
Homem de lata,
Sem coração,
Não ajuda
Nem pouco não.
É, criatura,
Lá vem ele, todo desengonçado,
De braços jogados,
Pernas sem harmonia,
Bêbado de tristeza.
Não consegue nem ver o pássaro
Colorido, lindo!
Ao seu lado.
Ao som do carnaval,
Lá vem o homem
De papelão
Pedir uma dose de amor
Pra ser mais lindo,
O seu amor do mau.
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